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Turismo do Alentejo, E.R.T.

Porquê participar?

Opinião

Catarina Valença Gonçalves - Investigadora Integrada do IHA - FCSH/UNL e Rota do Fresco


Congresso Alentejo: Património do Tempo
“O princípio do futuro”


Quer na pele de um mero visitante, quer enquanto profissional do sector do Turismo ou da Cultura, todos já experienciaram a frustração de não conseguir visitar um determinado recurso patrimonial: seja por um horário de funcionamento desadequado à disponibilidade dos interessados, seja por o local simplesmente não estar acessível ao público, seja por não haver qualquer possibilidade de explicação – escrita ou oral – sobre a matéria que queremos melhor compreender, seja ainda por desconhecermos por completo a existência do referido recurso por falta de comunicação.

O Congresso Alentejo: Património do Tempo pretende assim desmontar este aparente estado imutável da questão no nosso país e trazer para o conhecimento do público estratégias, casos-de-estudo, e práticas de sucesso já levadas a cabo neste sector no estrangeiro mas, também, em Portugal. Desta forma, os muito diversificados oradores partilharão com todos os participantes um conjunto de boas práticas em matéria de dinamização, revitalização e gestão patrimonial.

Num primeiro momento, dedicamo-nos à reflexão sobre como se pode abordar de forma criativa os recursos patrimoniais: os constrangimentos ao desenvolvimento do sector (profissões, propriedades, players) e as oportunidades do futuro próximo (produtos, eventos, equipamentos); continuando com a metodologia de identificação do que poderá ser considerado “património” e de como o mesmo se pode transformar numa mais-valia turística para um território; passando por novas formas de gestão desses recursos, nomeadamente, com a participação de empresas privadas especializadas em gestão cultural; e terminando na oportunidade da criação artística contemporânea como forma de revitalização patrimonial.

Num segundo momento, preocupamo-nos com uma dimensão imprescindível da sustentabilidade do património: a sua comunicação e comercialização. Assim, e porque o património é pertença de um determinado território, debruçamo-nos sobre como o conjunto desses recursos pode contribuir para a criação de uma identidade territorial, transformada posteriormente em marca comercial. E da marca partiremos então para a comunicação, para a comercialização nos seus diferentes formatos, com o propósito claro de chegar a um forte número de consumidores.

Para que os temas abordados se revistam da maior operacionalidade possível, o Congresso conta com a participação de oradores experientes no seu domínio de actuação, muitos do sector público mas contando de forma destacada com um elevado número de representantes do sector privado tanto da área da Cultura, como do Turismo.

É o caso da Confcultura – a associação italiana das empresas operantes em serviços museológicos e patrimoniais; da Spark - Arts Consulting – empresa portuguesa com perfil internacional actuante na formação de públicos do sector da Cultura; ou ainda dos três operadores turísticos especializados nesse domínio que trarão até ao Congresso a sua experiência comercial sobre esta matéria.

Do lado do sector público ou sem fins lucrativos, para além dos organismos responsáveis pela politica cultural e turística do nosso país, marcarão ainda presença experiências territoriais como é o caso da Merturis com o seu projecto do Festival Islâmico de Mértola, ou a Óbidos Patrimonium e a sua estratégia de marca concelhia ancorada num conjunto diversificado de acções inovadoras. Ainda neste campo, realçamos o caso-de-estudo da Jordânia com uma comunicação por parte do director geral do organismo turístico daquele país, país esse reconhecido universalmente pela sua dimensão patrimonial.

Por fim, destacamos ainda duas comunicações que resultam numa oportunidade única no nosso País para todos os interessados nesta matéria da Cultura e do Turismo: por um lado, a conferência da autora do livro “Destination Branding”, a professora da Universidade de Wales Annette Pritchard; e, por outro, a conferência de encerramento do melhor exemplo da correcta gestão patrimonial na Europa – The National Trust – organismo privado sem fins lucrativos, totalmente independente do Estado e que gere mais de 350 bens no Reino Unido, somando 3,6 milhões de associados pelo mundo fora.

Porque queremos um Congresso operativo e verdadeiramente contributivo da definição de uma estratégia de gestão turístico-cultural para o Alentejo e inspiradora, eventualmente, do resto do país, privilegiamos o debate de cada um dos temas/painéis existentes, sendo os mesmos moderados por jornalistas profissionais. Chamamos assim todos à participação e ao compromisso na definição de um Alentejo “Património do Tempo” sustentável, reconhecido, profundamente inovador: marco do princípio do futuro.
 

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Última actualização em 2012-01-05